7 Mangás que Foram "Destruídos" pelos Animes (Você Precisa Ler!)
Cansado de animações ruins e histórias cortadas? De Berserk a Blue Lock, confira nossa lista de 7 mangás que superam (e muito) suas adaptações em anime. Leia no Rei Nerd!
MANGÁSANIMES
Rei Nerd
1/13/20264 min read
O Papel Vence a Tela: 7 Mangás que Humilham suas Adaptações em Anime
Nós amamos animes. Ver nossos personagens favoritos ganhando vida, cor e voz é uma experiência mágica. Mas, sejamos honestos: nem sempre o estúdio de animação acerta a mão. Seja por prazos apertados, orçamentos limitados ou escolhas artísticas duvidosas (Estou olhando para você, CGI), algumas obras-primas do papel se tornam desastres na TV.
No post de hoje do Rei Nerd, separei 7 títulos onde a recomendação é clara: largue o controle remoto e pegue o mangá.
1. Berserk: O Trauma do CGI
Se existe um consenso na comunidade otaku, é que Berserk nunca teve a adaptação que merece. Enquanto o mangá de Kentaro Miura é considerado por muitos como a obra com a arte mais detalhada e impactante da história, os animes recentes (especialmente as versões de 2016/2017) são infames.
Além do uso de um CGI (3D) que parece ter saído de um jogo de PlayStation 2, o anime corta arcos inteiros essenciais para o desenvolvimento de Guts. Se você quer entender por que Berserk é uma lenda, a leitura é a única opção viável. O anime não consegue capturar nem 1% da aura sombria e da "sujeira" visceral do traço original.
2. Tokyo Ghoul: Uma Aula de Como "Cortar" História
A primeira temporada até engana, mas o que fizeram com Tokyo Ghoul (principalmente em Root A e Re:) é criminoso. O anime transformou um terror psicológico complexo e cheio de nuances em uma batalha de super-heróis genérica e confusa.
Sui Ishida, o autor, tem um traço aquarela belíssimo e caótico que o anime trocou por um design padrão e limpo demais. Mas o pior é o roteiro: o anime ignora explicações cruciais, muda a personalidade de Kaneki e resume dezenas de capítulos em minutos. No mangá, a tragédia de Kaneki faz sentido; no anime, é apenas bagunça.
3. Blue Lock: Cadê a Emoção?
Blue Lock se tornou um fenômeno, mas vamos falar a verdade: o anime, em muitos momentos, parece uma apresentação de slides. O mangá é famoso por transmitir uma "pressão" e uma intensidade absurda através das linhas de velocidade e das expressões "demoníacas" dos jogadores. Inclusive, me arrisco a dizer que o mangá parece ter mais movimento - por conta de sua arte espetacular - do que o anime.
Na adaptação, essa "aura" se perde em uma animação estática e uso excessivo de CGI para a bola e movimentação. A arte do mangá desenhada por Yusuke Nomura é dinâmica e agressiva; o anime, infelizmente, não consegue acompanhar o ritmo cardíaco que a leitura proporciona.
4. Shuumatsu no Valkyrie (Record of Ragnarok)
A premissa é incrível: Deuses vs. Humanos. O mangá entrega painéis duplos de tirar o fôlego, com detalhes minuciosos em cada músculo e arma. E o anime?
Infelizmente, a adaptação ficou conhecida como "Record of PowerPoint". As lutas, que deveriam ser o ponto alto, são compostas por imagens estáticas sendo arrastadas pela tela. A fluidez é inexistente. Para uma obra focada puramente em combate, assistir a versão animada é um desperdício da arte original.
5. Junji Ito: O Horror que Não se Move
Junji Ito é o mestre do horror japonês. O medo em suas obras vem do detalhe grotesco, das hachuras finas e da sensação de desconforto que uma imagem estática causa.
Várias tentativas foram feitas (Junji Ito Collection, Gyo, Maniac), mas todas falham no mesmo ponto: tentar dar movimento ao que foi feito para ser contemplado. A "beleza grotesca" do traço de Ito se perde na limpeza digital da animação. Além disso, a atmosfera opressiva dos mangás raramente é traduzida com sucesso, fazendo com que as cenas assustadoras pareçam apenas cômicas ou bizarras na TV.
6. Nanatsu no Taizai: O Pecado da Animação Ruim
Quem não se lembra da infame luta entre Meliodas e Escanor na terceira temporada? Nanatsu no Taizai começou bem, mas sua qualidade visual despencou drasticamente nas temporadas finais.
Censura de sangue (o famoso sangue branco), proporções anatômicas erradas e quadros que viraram memes mundiais mancharam a reputação da obra. O mangá, por outro lado, mantém a consistência da arte de Nakaba Suzuki do início ao fim, entregando a escala épica que a história pedia e que o anime falhou em mostrar.
7. One Punch Man: A Maldição das Temporadas
Aqui tocamos em uma ferida aberta. A primeira temporada (feita pela Madhouse) foi lendária. A segunda (J.C. Staff) já mostrou uma queda brusca. Mas, a 3ª temporada consolidou a decepção para muitos fãs.
Ainda que existam defensores, não há como comparar o que vimos na tela com o trabalho divino de Yusuke Murata no mangá. Murata desenha como se estivesse animando no papel; ele cria sequências de ação que fluem perfeitamente página a página. O anime, ao tentar replicar isso sem o orçamento ou o tempo da primeira temporada, entrega lutas sem peso e com texturas metálicas estranhas. O mangá de One Punch Man é, visualmente, o ápice dos quadrinhos japoneses; o anime atual é apenas "assistível".
Conclusão: Vá Ler!
Animes são ótimos para conhecer a história e ouvir a trilha sonora, mas se você quer a experiência completa e a visão real do autor, o mangá é insubstituível. E você, concorda com a lista? Qual outro anime decepcionou você visualmente? Deixe nos comentários aqui do Rei Nerd!
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One punch Man Vol 33






