O Roteiro Caiu? Os Finais Mais Frustrantes e Sem Sentido dos Animes
Investiu anos assistindo para se decepcionar no fim? Eu também. De Attack on Titan a Jujutsu Kaisen, vamos analisar os finais que não fizeram sentido nenhum. Alerta de Spoilers!
ANIMESMANGÁS
Rei Nerd
1/17/20264 min read
Prometeram Tudo e Entregaram Nada: Os Finais de Animes e Mangás que Destruíram meu Coração (e a Lógica)
Fala, galera! Tudo certo? Ou melhor... talvez não esteja tudo tão certo assim se você, como eu, gastou anos da sua vida acompanhando uma obra religiosamente, criando teorias, comprando bonequinhos, só para chegar no último episódio e ficar com aquela cara de "é sério que acabou assim?". Hoje eu acordei com vontade de escolher a violência (brincadeira, paz e amor) e decidi listar aqueles animes e mangás que tinham tudo para serem obras-primas, mas escorregaram feio na casca de banana na reta final.
⚠️ ALERTA MÁXIMO DE SPOILERS! ⚠️ Se você não viu as obras abaixo, fuja agora. Se já viu e quer desabafar junto comigo, pega o café e vem passar raiva.
1. Attack on Titan: O "Code Geass" da Shopee
Vamos começar com o elefante (ou titã) na sala. O final de Shingeki no Kyojin divide opiniões, mas vamos ser sinceros: a lógica do Eren foi pro espaço.
A ideia dele de se tornar o vilão supremo para que seus amigos o derrotassem e fossem vistos como "heróis" pelo mundo é uma tentativa falha de copiar o final lendário de Code Geass. Só que aqui não faz sentido. Por quê? Simples: a ilha de Paradis apoiava o Eren! A maioria via o Estrondo como a única salvação. Ou seja, ao matar o Eren, o Armin, a Mikasa e companhia não viram heróis para o seu próprio povo, mas traidores.
E para o resto do mundo? O Eren dizimou 80% da humanidade. Os sobreviventes, que já odiavam os eldianos antes, agora têm um motivo concreto e apocalíptico para vê-los como demônios absolutos. O Eren não resolveu o ciclo de ódio; ele apenas jogou o problema para frente e garantiu que o mundo quisesse vingança assim que se reerguesse. Foi muito sacrifício para pouco resultado prático.
2. Naruto: Aliens? Sério mesmo, Kishimoto?
Ah, a Quarta Guerra Ninja... Tinha tudo para ser épica. O Madara Uchiha era o vilão perfeito: carismático, overpower, com uma ideologia quebrada mas compreensível. Ele tancou a aliança ninja inteira sozinho!
E aí, o que acontece? Ele morre traído pelo Zetsu Preto. Uma morte ridícula para um personagem daquele calibre. E tudo isso para introduzir quem? Kaguya Ōtsutsuki. Uma vilã superficial, sem carisma, sem falas impactantes e que transformou uma história sobre ninjas, chakra e superação em uma trama de alienígenas interdimensionais.
Ficou na cara que o Kishimoto criou um vilão tão forte (Madara) que não sabia como os protagonistas poderiam derrotá-lo, então tirou essa carta da manga (ou melhor, do espaço) de última hora. Desnecessário é pouco.
3. Tokyo Ghoul: O Crime da Adaptação
Aqui a minha dor é física. Se você leu o mangá, sabe a obra de arte que é. Mas o anime... ah, o anime. A queda livre começou na segunda temporada (Root A), mas o final foi a cereja do bolo estragado.
O estúdio decidiu cortar arcos inteiros, mudar a personalidade do Kaneki e ignorar o desenvolvimento de personagens cruciais. O resultado? Um final rushado, confuso e sem impacto emocional. Coisas aconteciam na tela e a gente ficava "quem é esse?", "por que ele tá chorando?", "cadê a explicação?". A complexidade psicológica da obra foi jogada no lixo em troca de lutas mal animadas. Se você só viu o anime, sinto muito, você não conhece a verdadeira história de Tokyo Ghoul.
4. Death Note: Deveria ter acabado no L
Death Note é um clássico, mas vamos concordar em uma coisa: a morte do L marca o declínio da série. A dinâmica de xadrez mental entre o Light e o L era o coração do anime.
Quando o L morre, surgem Near e Mello. Com todo respeito, mas eles são sucessores patéticos. O Near parece um robô sem alma e o Mello é impulsivo demais. Não faz sentido o Light, que enganou o maior detetive do mundo e deuses da morte, perder para eles.
A derrota do Kira pareceu forçada, dependendo de um erro bobo do Mikami, e não de uma jogada de gênio dos "mocinhos". Na minha opinião? O anime deveria ter acabado com a vitória do Kira sobre o L, mostrando um mundo sombrio governado por ele. Seria muito mais corajoso.
5. Jujutsu Kaisen: O Ciclo do Hype e o Desperdício de Vilões
Por fim, a ferida mais recente. O final de JJK me deixou com um gosto amargo. Primeiro, a morte do Gojo. O cara era o "Honrado", o feiticeiro mais forte, e morre off-screen? A luta estava incrível e, do nada, corte para ele no aeroporto elogiando o Sukuna. Não desceu.
Depois disso, a obra entrou num ciclo repetitivo cansativo:
Um personagem novo chega hypado;
Ele "mita" por dois capítulos;
O Sukuna mata ele.
E aqui eu vou defender um injustiçado: Hajime Kashimo. Muita gente chamou ele de decepção, mas eu discordo. O cara não era fraco, ele só deu o azar de enfrentar o Sukuna na sua forma original completa. O Rei das Maldições viu perigo nele e não brincou, foi para matar na hora. O Kashimo foi vítima do roteiro, não da falta de poder.
Agora, o que não dá para defender é o tratamento da Uraume e do Hakari. Dois personagens incríveis jogados para escanteio numa luta eterna que mal vimos. E o Kenjaku? O cérebro por trás de tudo! O cara que criou o Itadori, arquitetou o Jogo do Abate, planejou isso por milênios... derrotado num ataque surpresa (bushcamp!) pelo Yuta? Ele deveria ser o Final Boss. A morte dele foi anticlimática e deixou pontas soltas demais.
E você?
Essa foi a minha lista de desabafos! Talvez eu esteja sendo muito exigente, ou talvez a gente só merecesse finais melhores mesmo. Concorda com a minha revolta ou acha que o Eren estava certo e a Kaguya foi uma ótima adição?
Action gojo






Cada link um diferente
